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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Evite "O Efeito Bannister" na sua Carreira Profissional

Caros, recentemente comentei que iria explicar os cuidados que temos que ter com o efeito Bannister em nossas carreiras profissionais. Sei que estou um pouco atrasado, mas o importante é que agora cheguei.

Primeiro quem é Roger Bannister?

Atleta e médico inglês, Roger Bannister nasceu a 23 de março de 1929, em Harrow, Middlesex. Desde a adolescência, destacou-se como atleta, o que não impediu que seguisse os estudos com sucesso. Aos 17 anos, entrou na Universidade de Oxford para estudar Medicina, mas dedicou todo o tempo livre aos treinos de corrida. Tornou-se um cotado corredor de meia-distância e destacou-se na prova de uma milha.

Até aqui mais um caso de atleta-estudante, mas o interessante não é o que Bannister fez, mas si como fez.

O Mito da uma milha

Por volta da década de 50 começou a se criar um mito sobre a possibilidade ou não do ser humano percorrer uma milha (aproximadamante 1,6 km) em menos de 4 minutos. De fato existiam tratados médicos comprovando que o coração não aguentaria  que o pulmão não aguentaria, que os músculos não suportariam tal carga. Ou seja, todos os especialistas da época concordavam: IMPOSSÍVEL!

O Mito Cai, Verdades desmoronam

Mas em 1954 no dia 6 de maio finalmente bateu a marca dos 4 minutos, ao percorrer uma milha em 3 minutos, 59 segundos e 4 décimos. A corrida teve lugar na pista de Iffley Road, na Universidade de Oxford. Você pode conferir a corrida no vídeo abaixo, narrado pelo próprio Bannister: 


Mas o que isso tem a ver com minha carreira?

Acredito que enfrentamos em nossas carreiras profissionais  muitas verdades como a que Bannister enfrentou na época. 
Especialistas que tem a verdade sobre o certo e o errado, costumes que explicam práticas improdutivas ... Por vezes podemos recuar e desistir de tentar quebrar estes mitos.
Esse momento é o Efeito Bannister, quando o status quo ganha status de verdade unilateral. 
Perceba que Bannister usou seus colegas de equipe para realizar esta conquista, ou seja, foi uma conquista de equipe. 

"O número 1 é muito pouco para se almejar grandes feitos" 
John C. Maxwell

Lembre que o principio é acreditar que pode ser diferente, nem melhor nem pior! Só diferente e com isso buscarmos as alternativas viáveis.
Tudo começa com uma pergunta: 
  • Esta é a única forma de fazermos isso? 
  • Se fosse possível fazer diferente, como seria?

Vamos em frente mudar o mundo, 

começando por mudar a crença sobre o que nós podemos realizar!



quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Um Pouco mais sobre FeedBack

Recentemente fiz um artigo aonde meu compadre Roberto Cohen pediu que eu me aprofundasse no assunto Feedback, no post sobre o artigo Roberto coloca sua opinião sobre o fato do feedback não ser uma prática saudável para a gestão de equipes, Em seu Post  Cohen argumenta:


"Não faça isso.
Basta do chefe ficar prestando feedback pra todo mundo.
Exatamente por que o capitão ocupa um cargo de hierarquia importante, ele deve promover as reuniões de feedback onde todos têm a oportunidade de falar, não somente o "boss".

Confira o artigo completo do Cohen aqui.

Neste momento percebi que o colega estava talvez confundindo sessões de brainstroming com feedback, portanto, conforme prometi no Blog dele na parte de comentários, resolvi fazer um artigo voltado para práticas de Feedback, explicando, sobre minha ótica, como deve ser o processo, deixando mais claro para o amigo sobre como deveria ser a prática.

De fato o processo de feedback em si é altamente controverso, alguns gostam outros detestam, mas eu acredito que todo ser humano é o que é fruto dos feedbacks que recebeu durante sua vida, seja dos pais, professores, familiares. E essa característica social que temos, mantêm-se ativa durante nossas vidas profissionais.

Para gerenciar equipes médias e grandes, acredito que, com a forma correta, este momento mais voltado para ouvir e entender os anseios e desejos da equipe, permite ao gestor desenvolver melhor seus profissionais.

No fundo acredito que uma empresa de serviços é de fato uma fábrica de líderes e estes líderes serão formados através de outros líderes e o processo base dessa formação é o feedback.

Confira meu artigo sobre feedback aqui

segunda-feira, 5 de março de 2012

Liderança: Controle ou Influência?

Particularmente não sou muito fã de escrever Post sobre comportamento, pois acredito que essa área é subjetiva e cada um tem a sua forma de ver a vida.

No entanto, ao trabalharmos com serviços, este tema é inevitável, por isso resolvi colocar aqui alguns livros, idéias e frases que me ajudaram muito e espero que possam fazer o mesmo com você.


Um aprendizado importante refere-se ao fenômeno: "A equipe é a cara do líder".

Certa vez conversando com o Psicólogo e Help Desk Man, Roberto Cohen, lhe fiz essa pergunta, pois percebia em nossas operações como certas vezes equipes iguais, com  a mudança de só uma pessoa, o líder, tinham desempenhos tão diferentes, isso em uma janela de apenas 3 meses.
Obviamento ele deu um show de teorias e explicações fundamentadas em diferentes linhas da psicologia, mas resumiu como um grande consultor: Depende! :-)


Uma outra fonte fantástica é o livro é A Arte das Possibilidades de Benjamin Zandher, neste livro ele e sua mulher descreveem como é a experiência de liderar um grupo de músicos de uma orquestra, cada um com seus sonhos, anseios e medos. Neste livro o Maestro Ben Zander, começa contando como certa vez aos 40 anos ele percebeu que apesar de sua imagem aparecer na capa do CD, com estilo, de fato, ele não toca nenhum instrumento e portanto o seu sucesso reside na sua habilidade de fazer os outros terem sucesso.

Esse é um ponto importante para nós gestores, pois nossos times executam várias atividades ao longo de um dia... eles tocam seus instrumentos profissionais e cabe a nós termos a habilidade de transformá-los em pessoas melhores.

Vale a pena conferir o vídeo neste link, caso precise possui legendas em português.

Outro aprendizado interessante é a frase que consta no Livro de Mario Sérgio Cortella - Qual é a Tua Obra?. Este livro possui um ar mais filosófico, mas possui uma frase que vale o Livro:


"Nenhum de nós é capaz de fazer tudo certo, 
o tempo todo de todos os modos"

Para liderar você deve ter a humildade para saber que os outros não são você e aprender a agradecer isto.

Reconhecer que você erra, que esquece, que tem medo! E que por isso também tem o direito de desenvolver-se profissionalmente!

Seja flexível, sem perder o comando! não perca seu tempo querendo obter controle sobre sua equipe, pois ninguém pode controlar ninguém, o que você pode fazer é direcionar sua equipe, liderá-los para um objetivo maior! Use sua influência e não seu poder!

Abraços a todos e que em nossa caminhada possamos nos tornar pessoas melhores.



terça-feira, 4 de outubro de 2011

As 3 Tarefas do Gestor - Formando uma Equipe de Elite


Deixarmos de ser especialistas e passarmos para um cargo de gestão é sempre uma das mais tortuosas e difíceis tarefas dentro de uma vida profissional.

A mudança que passamos quando enfrentamos esse dilema é que a partir deste momento não interessa mais a nossa capacidade de realização, mas sim como capacitamos outros em desenvolver as suas capacidades de realização.  Para realizarmos este objetivo temos que ter em foco o papel do Gestor, quais são as atividades macros que o Gestor deve realizar para garantir que sua equipe esteja na rota dos objetivos estratégicos?
Abaixo apresento uma fórmula simples mas poderosa, que vem me ajudando ao longo de minha carreira profissional. Como sou adepto da simplicidade, são 3 orientações básicas que podem lhe ajudar em sua caminhada profissional.
Abaixo demonstro as 3 grandes tarefas que o Gestor deve executar:





Desenvolver uma Equipe Forte: Essa é a primeira tarefa do Gestor. De nada adianta projetos e estratégias se ele não possuir uma equipe em que possa confiar e realizar.
Vale ressaltar que nessa etapa devemos conhecer cada membro do seu time, ver suas qualidades e defeitos para colocarmos as peças certas nos locais certos.
Essa atitude é muito mais fácil do que parece, requer observação e dialogo com a equipe, de uma forma aberta usando o processo de feedback como ferramenta  de potencializar o desempenho de sua equipe. Lembre-se que uma equipe é reflexo do seus líderes, portanto cultive com respeito seus líderes e estará garantindo serenidade a toda equipe.

Preparar o Sucessor: Uma vez que você estruturou uma equipe forte, seu segundo passo é preparar o sucessor. Uma equipe que não tem um sucessor é um time que estará sempre a beira do colapso, pois na falta do líder, certamente haverá indecisão que poderá resultar em desestruturação e queda de desempenho. É papel do gestor, garantir que seu sucessor esteja em formação, caso você não tenha um sucessor, provavelmente você ainda está na tarefa 1.

Direcionar as Atividades da Equipe: durante todo este processo você deve continuamente direcionar as atividades de sua equipe e por direcionar entenda: “Feedback”.
Segundo Daniel Pink autor do Livro Motivação 3.0, as pessoas trabalham melhor quando possuem um feedback constante. Não precisamos de pesquisa científica para descobri isso, não é? Nós mesmos, quando recebemos feedbacks constantes, acabamos desenvolvendo melhor nossa carreira e trabalho e certamente, quando estamos à frente de uma equipe essa lógica também funcionará para o nosso time.
Feedback, dá trabalho, exige disciplina e dedicação, mas essa é fundamental para o bom desempenho de sua equipe.

Espero que essas dicas possam lhe ajudar e que sua equipe aumente mais a performance!

Abraços,